Um recurso disponível no novo Windows Vista —que permite o controle do PC com comandos de voz, sem usar o teclado e o mouse— vem provocando discussão. Alguns acham que essa pode ser uma falha de segurança do Vista, talvez até a primeira vulnerabilidade séria do sistema da Microsoft.
Para o blogueiro de tecnologia da ZDNet George Ou, que testou o comando de voz para executar algumas tarefas, a falha existe e é grave. "Há alguns fatores que a limitam, mas não há dúvidas de que é uma brecha considerável".
George disse que gravou e conseguiu executar um arquivo de áudio com instruções para o computador obedecer ao comando de voz, abrir o gerenciador de arquivos, acessar uma determinada pasta, selecionar alguns arquivos, deletá-los e então limpar a lixeira.
Já o Joris Evers, repórter da CNET, tentou reproduzir as ações de George no computador de um amigo e não conseguiu sequer que a ordem de obedecer aos comandos de voz fosse aceita.
Realmente não parece ser um golpe fácil de se tentar, já que é necessário que o recurso que permite o controle por comando de voz esteja habilitado e que o usuário ainda não tenha feito o teste de reconhecimento de voz do usuário —dessa maneira, o Vista aceita comandos apenas da voz que foi certificada.
Mas parece que haver uma possibilidade, como um hacker que consiga direcionar você para um site em que um arquivo de voz seja reproduzido com comandos ou ainda que você execute um arquivo de áudio enviado em um e-mail. Dessa maneira, se as condições forem reproduzidas —recurso ativado e sem o controle para reconhecer apenas a voz do usuário— o invasor pode acessar e conseguir recursos de sua máquina.
E você, caro leitor, acha que essa é uma falha real de segurança do Vista, que merece uma correção da Microsoft, como George pede? Comente!
Escrito por Redação às 10h01
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Enquanto a Internet ainda acorda para uma realidade mais interativa, a dita Web 2.0, cerca de 28% dos usuários da rede já categorizam conteúdo online —fotos, notícias ou pots em blosg— com etiquetas (tags), segundo estudo divulgado hoje pelo Pew Internet & American Life Project, um dos centros de pesquisa sobre cibercultura mais conhecidos dos EUA.
O processo de etiquetar conteúdo é uma das maiores anarquias da Web. Com ele, você, internauta, pode organizar o conteúdo da maneira que quiser. E o melhor dos mundos da indexação: outros usuários podem seguir o seu rastro. "Primeiro, etiquetar nos permite organizar a vastidão da Web usando categorias que fazem sentido para nós. Você pode querer etiquetar, por exemplo, uma história do Stephen King usando a palavra 'horror', mas talvez para mim ela seja 'história de fantasmas' e para um professor de literatura, 'cultura pop'", diz David Weinberger, do Berkman Center for Internet and Society da Universidade de Harvard. "Etiquetar nos permite organizar a Web de nossa forma."
Segundo o Pew, esse usuário que classifica conteúdo é jovem —tem até 40 anos de idade— e tem nível alto de escolaridade e renda. Nos EUA, 38% dos "taggers" têm conexão em banda larga, contra apenas 23% em dial-up. Agora, só falta a Web 2.0 ganhar dinheiro. E isso, provavelmente, exigirá que a publicidade saia da era 1.0 (ou quiçá da era do papel).
Escrito por Redação às 17h39
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Jim Allchin, chefe de desenvolvimento do Windows, deve pendurar as chuteiras um dia após o lançamento do software que mais deve ter dado trabalho para ele. Afinal, foram cinco anos de desenvolvimento, 50 milhões de linhas de código, milhares de bugs corrigidos, e a missão de tirar o atraso do Windows em relação a sistemas menos utilizados, mas tão ou mais poderosos, como o Mac OS X e o Linux.
Allchin é autor da famosa frase: "Eu compraria um Mac se não trabalhasse para a Microsoft". A Microsoft antecipou para esta segunda (29) o lançamento do Vista, e nos primeiros minutos da madrugada de terça, os 200 primeiros compradores do sistema no Extra Itaim, em São Paulo, ganharão brindes e condições especiais de pagamento —a la lançamento de PlayStation 3 e Wii no Japão.
Claro, muito marketing. E sempre foi aí que a Microsoft se deu bem. Afinal, transparências ou sistema de busca são recursos que já habitam o coração do sistema operacional da Apple há anos, e o Linux é capaz de rodar um ambiente gráfico como o do Vista em um Pentium III de 500 MHz (lembra dele?).
De qualquer forma, Allchin deixa um legado. Nâo só na Microsoft, mas para os milhões de usuários de Windows em todo o mundo. E a roda continua a girar. Apesar dos rumores de que o Vista seja a última grande versão do Windows, fontes próximas à companhia revelam que a Microsoft já trabalha no projeto "Fiji", codinome do próximo sistema operacional da empresa. Será o Windows Viena? Se o próximo sistema demorar outros cinco anos, certamente dá tempo para ganhar outros tantos nomes.
Escrito por Redação às 09h53
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