Livros em áudio e vídeo: no Brasil, pouco conteúdo

Livros em áudio podem ser a grande solução da falta de hábito para ler (sem contar a acessibilidade aos deficientes visuais), mas há poucos lugares para acessar esse tiop de material em português.
Um deles é o site Universidade Falada, onde obras de autores clássicos como Dostoiévski, Machado de Assis e Fernando Pessoa podem ser encontradas para baixar por cerca de R$ 10 (o mesmo preço dos livros de bancas de jornal).
Outro (com a vantagem de ser de graça), é a Bibvirt, que tem 52 obras disponíveis na íntegra gratuitamente
Nesta 20 ª Bienal do Livro, foi apresentada uma tecnologia para digitalizar livros em áudio e texto e aumentar as possibilidades de leituras de deficientes físicos e pessoas que têm dificuldades de leitura (para idosos e pessoas com problemas de falta de concentração e dislexia).
A Fundação Dorina Nowill trouxe uma tecnologia de livro digital chamada Daisy 3.0, que permite ler e escutar as obras tanto no computador quanto em celular, iPod e outros portáteis.
Coloque livros no seu iPod
Segundo a fundação, o formato internacional Lida D permite ampliar o texto em diferentes níveis de zoom e, simultaneamente, escutar a versão em audio, produzida com voz sintetizada (produzida por máquinas) e disponível em um arquivo MP3 —o que facilita caso queira escutar em qualquer tocador de MP3.
Outros recursos como busca por palavras, notas de rodapé opcional, marcadores de texto, soletração, audição integral de abreviaturas e de sinais, além de emitir a pronúncia correta de palavras estrangeiras.
Editoras investem em livro digital de forma tímida
O programa foi desenvolvido pelo DAISY Consortium, que tem o objetivo de incentivar as editoras de livros a traduzirem as obras de analógico para digital e, a partir daí, tornar mais obras acessíveis a deficientes físicos.
Mas para que isso esteja disponível, é preciso que as editoras comprem a tecnologia ou os livros do formato.
“Vai depender da negociação com as editoras: a gente pode produzir, vender o livro e pagar os royalties para as editoras; pode vender o livro no formato para elas fazerem o que quiserem ou podem se capacitar e produzir o livro por conta própria. Mas ainda não se chegou a nenhum acordo”, Ricardo Soares, gerente do livro digital da Fundação Dorina Nowill.
Nove gadgets que substituirão os livros de papel
Já há obra em inglês neste formato mas, atualmente, não há nenhuma disponível em português. A Fundação elaborou apenas três versões de demonstração: o livro de Direito “A teoria geral do estado” e os best sellers “Harry Potter” e “Código da Vinci”, mas eles não estão disponíveis na Internet.
Soares diz que ainda não está definido o valor para converter um livro comum para uma versão digital neste formato, mas a idéia é que o livro digital tenha o mesmo preço de um livro comum.